domingo, 22 de janeiro de 2012

Ô, saudade!

Por Juliana Stott

Saudade de não ter que fingir, de não ter que forçar, de não ter que controlar os pensamentos, o ritmo cardíaco, os sentimentos. Saudade de transformar tudo em cores, em flores, em amores. Saudade de ouvir todas as músicas do mundo sem culpa, sem dor, sem arrependimento.

Ô, saudade, vai embora, vai logo, já tem gente te matando. Tem gente matando a minha saudade, tem gente me trazendo alívio, me trazendo cores, me trazendo sentimento.

Ô, sentimento bom, seja bem-vindo! Pode entrar, nem precisa bater na porta. Você está me tirando daquela vida do preto e branco, daquela dor sufocante, daquele mau gosto amargante da tristeza, daquele nó na garganta. Me traz borboletas na barriga, cãibra no rosto e pernas cambaleantes. Tira de mim aquela nuvem negra da insegurança e traz pra mim o principal: a felicidade.

Um comentário:

  1. meu textinho cheio de sinceridade e com aquele toque de sempre de inocência. que venham muitos sentimentos bons para matar essa saudade!

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