sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fim de ano deixa a vida mais corrida, todos dizem




Interrompemos a programação para comunicar que o blog mais poesia, menos jornalismo pretende retomar as suas atividades no próximo ano com o seu ritmo regular de um coração que padece.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A fórmula do amor, por Larissa Peron


SuperNova! Cosmopolita .23

A FÓRMULA DO AMOR

Da Redação

Era domingo à tarde quando nossa repórter soube que, na manhã seguinte, partiria pelos interiores da região sudeste. A missão: buscar material sobre o controle de natalidade em pequenos lugares que não possuem sinal de televisão.

Durante 77 dias, ela percorreu 52 cidadelas e ouviu 253 mulheres de diferentes idades e cognições. Obteve um registro inédito: todas sexualmente bem resolvidas e satisfeitas. O resultado? Mudou a pauta.

Nossa repórter encontrou a fórmula do amor! E a SuperNova! Cosmopolita listou aqui as principais dicas para sair da rotina e delirar. Você vai experimentar coisas incríveis que nunca ouviu falar – nem ele!

Comece marcando um encontro.

Pessoalmente. Nada de conectar o Skype no mesmo horário. A princípio, pode parecer assustador para algumas. Mas este vai ser o ponto de partida para todas as outras dicas.

Olhe nos olhos.

Durante todo o encontro – e nos seguintes. Ele pode não estar tão impecável quanto a foto do Messenger, mas vocês podem se surpreender ao esboçarem ou perceberem expressões.

Fale. E ouça.

Experimente trocar, e estar presente, ao invés de digitar e alternar as janelas de bate papo.

Contato físico.

Comece pelo abraço, de corpo inteiro – com entrosamento, é capaz de movimentar poderosas energias internas. Jung explica.

Seja espontânea.

Esqueça aquela frequência-britadeira que você finge que gosta, a página 72 do Kama Sutra e todos os malabarismos não-confortáveis ou não-aprazíveis do seu repertório. Aliás, esqueça seu repertório. Esqueça tudo. Nada de ficar pensando quando é hora de sensações. Não seja; esteja.

Para as cosmopolitas mais céticas, a SuperNova! também reuniu dados literário-científicos que confirmam a experiência da nossa redação – que testou, comprovou e aprovou!, todas as dicas. Até 1940, a maioria dos casamentos durava até que a morte os separasse, e os mais românticos acreditavam em almas gêmeas. A estes desesperançou Manoel Bandeira, ao constatar que os corpos se entendem, as almas não. Em novembro deste ano, uma pesquisa financiada pelo principado de Liechtenstein e realizada na universidade de Cambridge, durante todo o 2º semestre, revelou que naturalidade, entrosamento, presença – ainda que ausente, e troca, aproximam muito mais as pessoas do que o Facebook.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Borboletas e seus matizes alcançam o vôo da liberdade


As mãos que deram liberdade às borboletas são de C.L., 16 anos, moradora do interior de Minas Gerais. Recém-chegada aos centros urbanos cariocas, a estudante foi surpreendida ao encontrar os insetos presos em um pote de vidro, mas ainda com vida. Não tardou em soltá-los.

C.L. sempre quis ser uma borboleta. Nunca as viu como insetos. Insetos para ela são bichinhos nojentos e sem beleza, coisa bem distante da realidade de suas amigas borboletas. Quando criança brincava de voar pulando de uma cama à outra, itercalando as fantasias de crepom lilás e furta-cor. Pensava que assim teria liberdade eterna e cresceu acreditando nisto, apesar de hoje não mais se fantasiar. "Só por dentro, onde estão todas as cores e verdadeira liberdade", ela diz.

Ao se deparar com as suas companheiras envidraçadas sentiu-se tonta, sufocada e confusa. Por que alguém faria tamanha maldade com seres tão singelos da natureza? Deduziu, com sua esperteza de menina-moça, que nos grandes centros não deveria ser tão fácil encontrá-las e que por isto alguém as teria prendido. Para observá-las com liberdade, eternamente. "Tão mais difícil para o povo da cidade deve ser criar asas de crepom lilás e furta-cor", concluiu a moça.