sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Borboletas e seus matizes alcançam o vôo da liberdade


As mãos que deram liberdade às borboletas são de C.L., 16 anos, moradora do interior de Minas Gerais. Recém-chegada aos centros urbanos cariocas, a estudante foi surpreendida ao encontrar os insetos presos em um pote de vidro, mas ainda com vida. Não tardou em soltá-los.

C.L. sempre quis ser uma borboleta. Nunca as viu como insetos. Insetos para ela são bichinhos nojentos e sem beleza, coisa bem distante da realidade de suas amigas borboletas. Quando criança brincava de voar pulando de uma cama à outra, itercalando as fantasias de crepom lilás e furta-cor. Pensava que assim teria liberdade eterna e cresceu acreditando nisto, apesar de hoje não mais se fantasiar. "Só por dentro, onde estão todas as cores e verdadeira liberdade", ela diz.

Ao se deparar com as suas companheiras envidraçadas sentiu-se tonta, sufocada e confusa. Por que alguém faria tamanha maldade com seres tão singelos da natureza? Deduziu, com sua esperteza de menina-moça, que nos grandes centros não deveria ser tão fácil encontrá-las e que por isto alguém as teria prendido. Para observá-las com liberdade, eternamente. "Tão mais difícil para o povo da cidade deve ser criar asas de crepom lilás e furta-cor", concluiu a moça.

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